Saúde recebe alerta de baixo estoque de dipirona injetável





UTI covid

Medicamento usado para dor e febre é de difícil substituição no país; farmacêuticas apontam baixo retorno financeiro.

O Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) alertou o Ministério da Saúde sobre o baixo estoque de dipirona injetável em hospitais. Segundo o conselho, o desabastecimento se deve à queda na produção do medicamento pela indústria farmacêutica, que reclama da alta dos preços dos insumos e do baixo retorno nas vendas.

“Enviamos um ofício ao Ministério, mas gostaria de reforçar. Nós fizemos uma consulta a 23 Cosems, que relataram falta de 3 medicamentos específicos: dipirona injetável, ocitocina e neostigmina. Sabemos das dificuldades com o mercado, porém, queremos informar sobre a nossa preocupação com esse desabastecimento”, alertou o presidente do conselho, Wilames Bezerra, em evento realizado em 24 de março.

No ofício enviado ao governo federal, o Conasems afirma que 3 fabricantes brasileiros de dipirona pararam a produção. No entanto, até o momento, só 1 deles comunicou a suspensão temporária da fabricação à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Outras 2 farmacêuticas reportaram alta demanda.

Em Bom Jardim, o secretário de Saúde Wagner Varão recebeu a notícia com preocupação, pois o medicamento é amplamente utilizada nos hospitais brasileiros como analgésico e antitérmico (para dor e febre) e é de difícil substituição no país.

Gestores do SUS afirmaram que, caso não aconteça uma regulação no mercado, há “um risco iminente” de faltar esse medicamento de uso hospitalar e pré-hospitalar.

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